sexta-feira, 24 de abril de 2009





Quero apenas um verso.
Um simples amigo, um simples abrigo.
Aquele que amanheça e que comigo esteja.

Quero apenas relembrar, sem saber o quê.
Ou fingir saber e esconder.
E com um som pra inspirar.
Ou sem nada pra tocar.
É necessário seguir.

Mas versos não se pedem.
Se perdem, se medem.
São como frases não ditas, ou dores sentidas.
Ambas machucam.
Mas é necessário seguir.
Pois o tempo não para pra ouvir.

Mas por mera coincidência.
São os versos, os tão culpados versos que trazem você pra mim.
E talvez por esperar demais, hoje encontrei o verso errado.
Aquele que além dos olhos e por trás do olhar.
Estaria falando de amor e não de dor.

Poderia ficar sozinho eu sei.
Mas prefiro a companhia das palavras.
Mesmo que às vezes queiram fugir.
Mas por mera coincidência, são as palavras, as tão culpadas palavras, que trazem você pra mim.
Que trazem você de longe, pra mim.

0 comentários: